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Eu fui bagunceira por muito tempo. Até eu conseguir virar uma pessoa organizada, demorou! Mas eu finalmente aprendi e agora vou compartilhar essas dicas mágicas com vocês. 

1. Tenha um lugar específico para cada coisa.

Assim como funciona a organização básica de um guarda-roupa, onde separamos geralmente saias com saias, sapato com sapatos, meias com meias, você deve repetir essa lógica para a casa inteira.

Você precisa saber de cor o que tem em cada gaveta, em cada canto do armário. O mesmo vale para a cozinha, lavanderia e banheiros.

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2. Usou, guardou.

Feito o item 1, vai ficar fácil saber onde cada coisa vai. Essa é a parte mais difícil. Garanta que toda vez que usar algo, você vai devolver pro seu devido lugar. Desta forma você nunca vai ter nada espalhado e tudo se mantêm organizado. Mas tem que ser bem chatinha: não vale deixar nem uma presilhinha na pia.

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3. Reveja a ordem das coisas de tempo em tempo

Muitas vezes organizamos as coisas de uma forma que com o tempo não fazem mais sentido. Exemplo: quando chega o verão, os sapatos e roupas de calor devem estar à mão. A mesma coisa vale para utensílios de cozinha e banheiro. Às vezes mudamos o penteado, deixamos de usar algumas maquiagens paramos de fazer escova, estamos numa dieta e muitas coisas não vão ser usadas. Reveja a sua organização de tempos em tempos para não ter ainda mais trabalho de procurar, tirar, e guardar direitinho.

Outra coisa: eu moro sozinha, então é muito fácil garantir que tudo fique do jeito que eu deixei. Mas sei bem como é quando você chega em casa e o seu maltês espalhou brinquedos pela sala toda. Para quem mora com família, amigos ou tem filhos é muito mais complicado.

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Nesse caso, minha dica é colocar etiquetas pequenas nas gavetas e armários, para facilitar os “esquecidinhos” e cobrar a colaboração de cada um.  Se não, você só vai ficar irritada e desistir de se organizar. 

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Essas etiquetas para cabides são ótimas para marcar tipo de roupa e separar peças na lavanderia com recados.

 

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Acreditem: ser organizado economiza tempo e é muito melhor!

* Gostaram das dicas? O que você faz para se manter organizada? Conte nos comentários!

 

escrito por
erica
Erica Hans tem 28 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Hollic Social Media.
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29/10/2014

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Manter a palavra é bem mais difícil do que a progressiva, concordam?

Lá em 2003, quando eu morava nos EUA, em uma das minhas andanças pela biblioteca da escola, achei um livro chamado  “Get Off Your “But” – How to End Self-Sabotage and Stand Up for Yourself”, no português: “Se livrando dos seus mas… como parar de se autosabotar e focar em você mesmo” (tradução livre).  O título me chamou atenção e resolvi ler.

Uma das principais lições do livro foi essa: temos que fugir dessa palavra MAS, que nada mais é que uma maldita desculpa que damos para não fazer o que precisamos.

Exemplo?

Eu ia correr na rua, mas vai chover.

Eu ia estudar hoje, mas estou cansado.

Eu queria pedir desculpas pra fulano, mas não tenho coragem.

Eu queria mudar de emprego, mas tenho medo de ficar sem grana.

Repare que em tudo que falamos que desejamos cumprir, sempre temos um MAS para justificar o porquê não vamos fazer. 

A minha pergunta é: se você quer mesmo algo, porque colocar o MAS na frente? Então você não quer, certo?

Errado. Muitos dos nossos desejos nos atormentam dia após dia, para não falar por extensas noites de insônia. Mas sempre temos um mas para tudo… 

Tentando encontrar respostas para isso, já li diversos artigos dizendo que quando nos livramos do MAS e resolvemos começar a fazer, independente da nossa desculpa, a energia flui, entramos no “mood” e conseguimos.

Um exemplo bem tonto é quando você está morto de sono e vai para a academia mesmo assim. Quando você chega lá, após uns 10 minutos de esforço, você entra na pilha e sai de lá super satisfeito e até menos cansado.

Quando você começa a fazer o projeto, apresentação ou senta para estudar, em questão de pouco tempo as desculpas vão embora e você embala naquilo. Quando percebe, horas se passaram. Quando finalmente troca de emprego, uma energia e empolgação que não existia surge de repente.

É preciso ter consciência e se observar enquanto você se sabota com desculpas que muitas vezes não tem fundamento.

Faça o teste:

Pare por um segundo e se pergunte por que você ainda não fez tais coisas que gostaria. Você vai descobrir que tem os “MAS” na ponta da língua. 

A segunda parte é livrar se dessas desculpas e começar a fazer.

* Que desculpas você dá para não fazer o que precisa? Conte nos comentários.

escrito por
erica
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28/10/2014

sabao8

Leia ouvindo: Damien Rice – Elephant

Ela nem sempre sabia ao certo o que o seu coração queria dizer.

Até que ponto tomamos nossas decisões sendo sinceras com nossos sentimentos,
ou o quanto disso é influência de, cultura, ambiente, criação?

Além disso, todo mundo age baseado numa experiência anterior.
E as experiências anteriores dela tinham sido tão bonitas,
apesar de alguma lágrima aqui, acolá, como todo ser humano tem direito a ter.

Ela sempre foi assim,
Vai seguindo em frente,
ouvindo o que seu coração dizia,
lidando com o que seu destino deixasse aparecer.

Permitindo.

E o tempo veio.

Será que o tempo nos deixa menos sinceros com nós mesmos?

Será que a tal da maturidade nos faz tomar decisões mais conscientes,
deixar de lado o frio da barriga do desconhecido,
a chance do acaso e jogar com dados onde todas as faces mostrem 6?

Tudo é incerto.
Estamos todos à merce das ocasiões e surpresas da vida (boas e ruins).
Mas uma coisa é inevitável:
baseada na experiência, ah, essa danada, ela sabe que quando se conhece a regra do jogo
é mais fácil de ganhar. Ou perder menos, talvez.

Ela volta a se perguntar se ainda existe um quê de espontaneidade nesse emaranhado de coisas,

um misto de passado, presente, alma, coração, coragem, carência, medo, independência, vontade, segurança, mistério, desejo…

 

E no meio de tudo isso,
na calada da madrugada,

ela fecha os olhos e se pergunta:

– Como é que a gente sabe
quando é amor?

 

Como é que a gente sabe que não é medo disfarçado de segurança, que não é a resposta pra tudo aquilo que lhe enfiaram na cabeça, que não é…

 

E aí, aos poucos, no silêncio da noite, uma vez interior responde:

- É que quando cola os olhos nos meus,

meu estômago dói de uma forma boa,

e minha alma se arrepia mas não é de medo.

 

E aí ela tem certeza que ali, pelo menos por hora, é onde a vida decidiu que ela deve estar.

escrito por
erica
Erica Hans tem 28 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Hollic Social Media.
26/10/2014

Uma das maiores ingenuidades do ser humano é tentar entender o amor.

Há dois anos atrás, eu ganhei um cachorro.

Fazia muito tempo que eu morava longe dos meus pais e sempre desejei ter um cachorro, mesmo estando em um apartamento onde não seria o melhor lugar para ele. Desejei, desejei, desejei, até que ele veio.

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Ganhei do meu pai o “Baloo”- um maltês que chegou com o pelo comprido, descuidado, manchas no rosto e muito, muito apavorado. Baloo era um cachorro que apanhava do ex-dono e levou vários chutes, mesmo sem merecer.

Eu decidi trocar o nome dele porque queria que ele esquecesse daquele passado triste. O Baloo virou Jullian, porque eu achava que Jullian era um nome bonito.

Quando o Baloo, então Jullian veio, ele não se adaptou no meu apartamento.

Descobri que, apesar de tudo que eu sonhei para a minha vida com o meu novo cachorro – brincadeiras, passeios, gravatinhas bonita e idas ao Pet Shop, tinha ido por água abaixo porque ele não paráva de latir, recebeu diversas reclamações dos vizinhos, odiava passar o dia sozinho no meu apartamento enquanto eu trabalhava e parecia cada vez mais stressado.

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O Jullian-Baloo, a essas alturas apenas Jullian, voltou então morar no interior, junto com a minha irmã, que o renomeou de Theodore/ “Theo”, já que ela achava que Jullian era um nome frufru demais para o cachorro.

Então o Theo viveu feliz numa casa grande, espaçosa, com jardim e outro cachorro. Deixou de latir e ficar estressado, vivia uma vida tranquila no interior.

Com o tempo, minha irmã veio morar em SP e o Theo veio novamente tentar a vida na capital. Não adiantou. Ele continuou sendo mal criado, latindo, com medo de ficar sozinho, apesar de já estar bastante mimado, com o pelo bem bonito e uma pequena coleção de gravatas.

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O Theo então voltou pro interior, morar com a minha mãe. Novamente ele vivia numa casa espaçosa, com um jardim e até campinho de futebol para ele correr.

O Theo acordava cedo, ganhava frutas às 9, corria e brincava o dia todo, escovava o pelo às 15h, comia lanchinho da tarde às 17h e dormia as 20h. Não latia durante as refeições, não fazia xixi em lugares errados, dormia que nem um anjo e parecia ter encontrado a sua paz no meio daquele paraíso de amor todo.

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Aí a minha mãe precisou se mudar.  O casamento dela acabou, ela se mudou e o Theo precisou voltar de novo para São Paulo.

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Com o tempo, eu e minha irmã mudamos para um apartamento bem maior, onde ele tinha espaço para correr, pular entre os sofás, brincar na rua e ganhar maturidade. Parece que o Theo tinha entendido que ele era membro da família e portanto precisava se comportar para colaborar com a gente. Adaptar-se as circunstâncias e seguir em frente.

O Theo virou o nosso querido maltês. Malte. Tês, Maltese. Teese. Maltezóide. Zóide. Molinho. Molusco. Molúsculo. E todos os apelidos carinhosos que nós demos a ele. O Theo ganhou uma caixa com diversos brinquedos, um canto na cama, outro canto no sofá, e até três mini cabides com roupinhas diversas para chamar de sua. A nossa favorita é uma camisa xadrez.

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Mas não acabou aí.

Passado um tempo, eu decidi que queria morar sozinha novamente. Minha irmã já estava estabelecida em São Paulo e a distância iria colaborar para nossa amizade, sem que nossa relação se arruinasse com os problemas do cotidiano.

Mais  uma vez o maltês precisou se mudar.

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Eu e o Maltês então dividimos um novo apartamento, que tem um espaço bem legal pra ele. Por sorte, eu abri a minha empresa e no meu escritório (que é compartilhado) podemos levar animais. O maltês vira e mexe vai trabalhar comigo. Passa o dia correndo entre as baias e ganhando carinho de todos os funcionários de lá.

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Ele aprendeu a sentar. A ficar quieto para conseguir ganhar petiscos apenas no final da refeição. A fazer xixi no tapetinho e coco em apenas um canto da sala (ufa!).

Aprendeu a observar quando eu estou triste e sem paciência. A pedir pra passear. E também a ser chato e insistente quando quer.

Tem dias que o maltês é insuportável. Eu estou cansada e ele quer brincar. Eu quero ler um livro com minha taça de vinho no colo e ele quer pular. Eu quero dormir e ele quer latir. Eu quero ficar na cama e ele quer me pedir 10x para ir ao banheiro. Eu levo.

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Outro dia, o maltês veio tão feliz pulando pra cima de mim enquanto eu trabalhava na cama, que acabou derrubando um copo de água no meu computador. Custou 2 mil reais para recuperar o meu computador importantíssimo para o meu trabalho.

Paguei. Recuperei. Passou.

O maltês nunca esteve tão bonito. Ele nunca esteve tão feliz. E nunca teve tanta gente perto dele.

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O maltês era pra ser meu, porque eu desejei muito tê-lo. E, apesar de todas as circunstâncias, depois de tanto rodar aqui, acolá, finalmente, ele voltou pra mim. Hoje eu e o maltês vivemos juntos, felizes e nos entendemos, apesar de todas as dificuldades.

O que o meu cachorro me ensinou sobre o amor é que o amor é como um cachorro fofinho e peludo que todo mundo quer.

Mas quando ele vem, às vezes ele faz sujeira na sua casa. Come o seu tapete. Estraga algo importante por querer mostrar tanta felicidade.

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Mas o amor é paciente. É cuidadoso. Leva tempo para acontecer.

O amor faz barulho. Mas também lambe teu rosto. Aconchega-se na sua cama quando você mais precisa de alguém. Chora porque sente sua falta.

E principalmente:

não importa o que você fizer,

quanto tempo você leve para chegar

ou se você está mau humorada e longe de querer se animar:

o amor vai sempre estar com um sorriso no rosto esperando por você.

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Érica Hans

 

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erica
Erica Hans tem 28 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Hollic Social Media.
26/10/2014