Esses dias eu li um post que dizia:

“Quanto mais velhos ficamos, mais coisas temos e mais temos com o que nos preocupar”.

Nunca pensei no tamanho da verdade que isso tinha. Quando eu era mais nova, eu achava que ser mais velha significava ter mais controle. Você tem a sua casa, o seu trabalho, o seu carro, o seu horário, o seu tempo. O que eu não imaginava era que isso vinha com um monte mais de responsabilidades. Os seus boletos, os seus seguros, os seus convênios…

O tempo que tínhamos livre para investir em nossos sonhos também era só nosso. Agora ele tem que ser compartilhado. Com o cansaço, o stress, reuniões inúteis, o trânsito…

Parece que quanto mais avançamos na vida, mais andamos em direção à um túnel que vai afunilando, vai te esmagando, te deixando sufocada. Muitas vezes eu me sinto assim. Parece que quanto mais as coisas dão certo, mais esse túnel vai ficando justo, preenchido de medo, medo que as coisas não continuem assim.

E o medo é um amigo estranho, né? É ele quem nos faz ficar quietos quando queremos gritar com o chefe, guardar dinheiro quando dá vontade de torrar tudo em sapato, colocar o despertador 3 vezes para não se atrasar. Revisar duas ou três vezes aquela planilha. Por outro lado, é ele quem nos faz ficar de mãos atadas e não nos deixa sair do lugar. Arriscar novos vôos. Chutar o balde e tudo pra cima mesmo.

Mas quem sabe, é que tudo dando errado que a gente perceba que não é o fim do mundo, que dá pra começar de novo? Que explodir o prédio e começar do zero pode até ser uma boa? E assim conseguiremos caminhar tranquilos, em paz, talvez querendo menos coisas grandes, curtindo mais coisas pequenas; dando valor para cada pedaço que reconquistamos, deixando de reclamar do que tínhamos em nossas mãos?

Enfim, dormiremos tranquilos por saber que nossos valores não são medidos por números e sim por aquilo que nos importamos. Quem sabe chegaremos lá.

escrito por
erica
Erica Hans tem 30 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Social Media St..
28/04/2017

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