Eu hesitei um pouco para escrever esse post porque para ser sincera, eu ando numa fase em que eu estou com preguiça de discussão e polêmicas. Tô bem mais pra ficar quietinha no meu canto curtindo as coisas que eu gosto do que entrar em mimimi de mural de Facebook. Mas esse assunto foi e voltou na minha cabeça algumas vezes então eu vou falar.

Essa semana saiu a capa da Elle com a blogueira Ju Romano (que sim, é bonita, cheia de atitude e merece ser capa de uma revista).
Milhares e centenas de pessoas aplaudiram e elogiaram o quanto essa ação é importante para quebrar os padrões de estética e beleza pregado pela mídia e pelo mundo da moda. Concordo.

extremos

Eu acho maravilhoso o que a Elle fez e merece sim ser aplaudido.

Mas eu daria apenas 10 aplausos, e não 100.

Em meio ao movimento feminista que ganha cada dia mais força e está pronto para atacar qualquer campanha publicitária (vide ao que aconteceu só esse ano com Skol, Always e Risqué), é muito inteligente para uma marca levantar essa bandeira de “somo a favor da diversidade”, “#vocênacapa”, “quebramos os padrões”. Isto gera identificação, aceitação de marca e voilá – mais assinantes pra revista.

 

vocenacapa

Mas me respondam a essa pergunta:

Será que a essa capa da Elle não é só mais uma capa entre as 12 do ano que vão ser com modelos esquálidas, pessoas extremamente retocadas ou o padrão de sempre?

Será que essa capa não é como aquele cara dá uma mancada atrás da outra e um dia aparece arrependido com presente? E depois continua dando mancada?

Convido vocês a observarem o que vai acontecer daqui pra frente. Se a Elle vai continuar merecendo essa posição que ganhou ao fazer isso. Se na próxima revista, vai ter celebridade sem retoque na pele, gente com IMC normal mas sem afinar a cintura, plus size e afins.

Parece um absurdo que um ato como esse precisa ser mega aplaudido. Por isso eu repito: só vou aplaudir quando eu ver que isso virou o novo padrão e não mais um truque de marketing para aumentar o engajamento e vender revista.

Alguma aposta?

escrito por
erica
Erica Hans tem 30 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Social Media St..
Veja Mais Posts sobre
05/05/2015

Imagination

Eu li em algum lugar que desde criança nós costumamos saber o que queremos fazer nesta vida.

Toda criança costuma brincar que vai ter ao menos 3 profissões: ser jogador de futebol, médico e astronauta.

Eu dizia que ia ser cantora, pianista e apresentadora de televisão.

piano1

Em uma apresentação de piano, aos 5.

Aos 17 anos de idade, que é quando geralmente temos que tomar uma decisão sobre nossa carreira, geralmente não sabemos nada da vida. Não somos tão diferente assim daquela criança cheio de devaneios. O mundo ainda parece ser uma máquina mágica feita pra realizar nossos sonhos.

Mas o tempo passa e a gente cai nos clichês da humanidade: alguns acabam sendo o que o pai queria ser, outros, o que a circunstância da vida pode proporcionar.

piano2

Aos 26, depois de 12 longos anos de estudos. (Ah! Decidi que não queria ser pianista. ;D)

É incontável o número de pessoas que está infeliz com a sua carreira. E digo ainda mais: que está infeliz com a sua vida porque a sua vida se confunde com a sua carreira. Passamos a maioria do nosso tempo nos dedicando ao nosso ofício e mal sobra espaço para fazermos o que realmente gostamos.

Por isso eu digo: de uma forma ou de outra, volte ao seu sonho original.

Se não deu pra ser astronauta, dá pra fazer o curso livre de astronomia no final de semana.

Não conseguiu abrir um restaurante? Convide os amigos e dê uma de chef, assim mesmo, em casa.

Se não deu pra ser cantora, dá pra tocar o seu acústico e subir no Youtube, com os colegas de classe.

iStock_000012986698_Small

Não conseguiu ser atriz? Organize o seu próprio curta metragem e aproveite para distribuir seu conteúdo online. A internet é realmente uma poção mágica.


Eu acredito que existe uma chance para todo mundo ser feliz e fazer o que gosta. Se não puder viver disso, que faça no seu tempo livre. Desfrute do seu sonho pelo simples prazer e não pela necessidade de ganho financeiro.

Você pode ser quem você queria ser, desde que você não espere viver dos ganhos disso.

(Pense pelo lado bom: se você for ruim, não tem pressão, afinal, vai fazer pelo seu próprio prazer!)

– Se você não faz algo por amor, por que mais deveria fazer?

escrito por
erica
Erica Hans tem 30 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Social Media St..
20/04/2015

sb10065235am-001

Eu passei muito tempo da minha vida achando que eu deveria cumprir com algumas missões.

Com o passar dos anos, a lista foi aumentando, a exigência extrapolando..mas isso não quer dizer que eu cumpri com a maioria delas.

Na minha lista eu tenho coisas como: acordar cedo, malhar todos os dias, comer a quantia perfeita de proteínas e (quem sabe) carboidratos, carregar um cabelo digno de comercial de TV, um corpo delineado,  uma carreira impecável, clientes me amando, um relacionamento dos sonhos (e extremamente estável), a lista de livros, opiniões políticas e notícias em dia e horas o suficiente dedicado à família, aos amigos e ao espírito.

Dia após dia eu me dedico a me culpar por ser fraca e falha ao não cumprir com todos esses itens.

Não acordou cedo? Falha. Não comeu direito? Falha. Não teve pique pra malhar? Falha. Foi pra academia mas não ficou pelo menos 1h30 de treino? Fraca. Se importou com o que lhe disseram? Fraca. Ficou triste porque fulano fez x com você? Fraca. Nasceu espinha? Falha. Cabelo seco? Ferrada. Se sentiu sozinha? Carente. Teve raiva de alguém? Pouco espiritualizada.

Tem mais: os meus projetos pessoais. Não postou no blog todos os dias? Falha. Não gravou video pro Youtube? Fraca. Só fala. Não fez fotos legais pro Instagram (porque isso ajuda a bombar o blog?) Desfocada. Gastou demais e não comprou os equipamentos devidos? Desorganizada.

E assim vai. Eu imagino que esse não seja um drama só meu, mas sim o de todo mundo.

Passo tanto tempo projetando quem eu deveria ser, me dedicando a me culpar…que mal abro espaço para me questionar: Será que eu realmente quero isso? Será que essa lista de itens ainda funciona pra mim?

Seria muito fácil passar a tarde gravando videos divertidos pro Youtube se eu fosse mais nova e estivesse o dia todo livre em casa, com nada para pensar a não ser o que alguém vai fazer pro almoço e torcendo pro fim de semana chegar. A mesma coisa pra academia: quando eu era mais nova, e até um tempo atrás, eu tinha muito mais pique e motivação para treinar.

Mas, preciso aceitar: tenho 29 anos, uma empresa e 100% responsabilidade da minha vida.

Captura de Tela 2015-04-15 às 21.48.07

Eu, corporativa e compenetrada.

Se amanhã, eu acordar, e não pensar nesses “tenho que ser tenho que fazer”, como seria?

Como seria comer o que eu tenho vontade? Como seria ir caminhar no parque porque sei lá, eu tô afim? Como seria escrever no blog, sem pensar e raciocinar meticulosamente cada linha e imagem perfeita que vai me trazer cada visita, e simplesmente cuspir o que está na minha cabeça (como estou FINALMENTE fazendo agora?).

Como será ligar a câmera e falar o que eu tenho vontade, sem pensar na luz, na qualidade, na maquiagem  e se a câmera não vai me fazer parecer gorda?

A verdade é que o tempo, a experiência e esse mundo de “metas” nos faz perder a espontaneidade, a inocência e virar um projeto de nós mesmos. Temos que ser bem sucedidos, profissionalmente e pessoalmente, e de quebra, magros (com um cabelo brilhante). Não podemos ter dias de merda e insônia porque na manhã seguinte tem aula de spinning às 6 da manhã. Reunião com cliente às 9. E almoço cheio de salada e proteínas ao meio dia.

Uma vez, uma terapeuta me disse que devia ser muito difícil viver na minha pele. Que nenhuma das pacientes dela, estava constantemente impecável, como eu sempre estava. Salto alto, make e unhas feitas, cabelo e roupas – tudo bonito. Ontem, enquanto conversava com uma amiga, ela disse que se sentia mal porque não conseguia ser “menininha” e usar rasteirinha e não fazer as unhas toda semana. Que ela diariamente se sentia mal e culpada por isso. Eu disse a ela que sofria da mesma coisa, só que ao contrário: não conseguia viver sem maquiagem e pelo menos 5 cm a mais nos pés.

Isso me faz pensar o quanto todo mundo tem suas cobranças e piras, cada um do seu jeito. O quanto viramos modelos de instagram e deixamos de sorrir sem perceber que podemos estar com alfaces nos dentes?

Hoje, exatamente hoje, durante um desses banhos em que você gasta muita água pensando na vida, me ocorreu “me dar um tempo”. Me observar para ver como é que eu me comporto sem esse monte de listas. Sem esse monte de “tenho que” e mais “estou afim”.

Eu li em algum texto do Osho que nada é pecado, e que a vida deve ser uma dança. Que nós humanos fomos feitos para atender os nossos impulsos e desejos, pois somos feitos deles, e não para sermos robotizados dentro de regras e deveres. Óbvio, que ninguém vai sair enchendo a cara e se drogando por aí, não é nada disso. Ele tá falando do básico mesmo. De respirar, de sentir, de querer, de ser gente.

moinho

Não se iluda: essa sou eu fingindo que faço Yoga.

A partir de hoje, eu decidi que não sou uma dessas que eu achei que deveria ser.

Eu quero tentar ser eu. Mas antes eu preciso descobrir quem eu sou.

E quem sabe, atrás de tudo isso, tem no fundo a mesma pessoa que eu estava procurando ser?

Que espontaneamente vai ser quem queria. Que come alface porque quer. Que corre porque gosta. Que grava vídeos e posta no blog todo dia porque se sente livre pra dizer o que pensa.

Só um desabafo. E que delícia postar isso aqui, como eu nunca faria antes.

Érica Hans

escrito por
erica
Erica Hans tem 30 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Social Media St..
16/04/2015

Durante um dia, muitos passamentos passam pela nossa cabeça. Se pararmos pra nos observar, a maioria deles não são bons e sim autodestrutivos. Por que passamos tanto tempo nos criticando?

Reconhecer esses pensamentos é o primeiro passo para deixar esse “vício” de lado.

A partir de hoje, quando pensar em algo do tipo, elimine este pensamento na mesma hora.

10 pensamentos que destroem o seu dia 

bl

1. As coisas nunca dão certo comigo

2. Eu só faço… M*&ˆ#D*(*(

3. Só poderia ter acontecido comigo mesmo

4. Como eu sou burra

5. Eu sou zicada

6. Sou muito azarada

7. Eu sou muito troxa

8. Eu só me ferro

9. Isso não vai dar certo

10. Se fosse com (nome de alguém), aposto que não teria acontecido isso

 

Vamos combinar: você não vai mais pensar assim, ok?

escrito por
erica
Erica Hans tem 30 anos e quer que todo mundo seja feliz. Além disso, é sócia/diretora da Social Media St..
Veja Mais Posts sobre
09/04/2015